quinta-feira, 9 de junho de 2011

Meus amigos são todos assim... metade loucura, metade santidade. Fico com aqueles que fazem de mim "louco" ou "santo". Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. E de melhor.
Coisa de louco... Louco que senta, horas e horas, de conversa ou de silêncio, e espera a chegada da lua cheia. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Não quero deles só o ombro ou o colo, mas também sua maior alegria... Amigos que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade ansiedade.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto. E velhos, para que nunca tenham pressa.
Preciso deles para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei que a normalidade é uma ilusão... estéril!
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